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O fenômeno apometria tem se popularizado de forma intensa em nossos dias como uma ferramenta poderosa de atuação multidimensional.

Tem se estendido muito além do que pensava o seu principal expoente e sistematizador, José Lacerda de Azevedo, quando publicou o livro Espírito/Matéria = Novos Horizontes para a Medicina.

De repente surgiu uma profusão de diferentes apometrias com as mais diversas qualificações e adjetivos, quânticas, estelares, penta dimensionais, e temo que a imaginação humana não encontre limites para gerar novas formas de converter um trabalho sério em uma miríade de formas de capitalizar os bolsos.

Voltemos ao que é essencial.

A apometria, assim denominada por José Lacerda, foi derivada de um estudo apresentado pelo pesquisador Luis J. Rodrigues, um porto-riquenho , residente no estado do Rio de Janeiro, que segundo alguns era um senhor de posses, elevado nível cultural e bastante viajado.

Em 1963, foi realizado o VI Congresso Espírita Pan-Americano na cidade de Buenos Aires, Argentina, e o Sr Rodrigues presentou uma tese chamada de Hipnometria, que propunha uma técnica de desacoplamento dos corpos energéticos do corpo físico, por pulsos magnéticos. Desta forma os médicos poderiam ter acesso à intimidade energética de seus pacientes, e buscar, nos bancos de memória mais profundos dados que os pudessem ajudar nos tratamentos a serem dispensados.

O tema que parecia inédito porém não era tanto assim, pois que encontramos algo parecido, mas pouco estudado nos fenômenos do sonambulismo magnético, quando em 1787, o marquês de Pyuségur, ao magnetizar um camponês, chamado Vitor Race, deparou-se com uma ocorrência interessante: Após adormecer Vitor apresentou um estado de lucidez surpreendente, sendo capaz de fornecer um diagnóstico eficiente sobre todos os problemas orgânicos que o maltratavam e ainda apresentar uma forma segura de tratamento. Aqui está o primeiro registro do estado de sonambulismo magnético.

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Muito se desenvolveu desde esse primeiro registro, e mesmo o Sr Rodrigues foi, em 1963, portanto 176 anos depois, foi rejeitado pela grande massa de espíritas presentes no congresso de Buenos Aires.

Mas as boas ideias encontram formas de gerar os seus resultados, naquele congresso havia um senhor chamado Conrado Ferrari, que era o diretor de um hospital, nada mais nada menos de que o Hospital Espírita de Porto Alegre. Ele Ficou entusiasmado com a apresentação de Rodrigues e convidou-o para apresentar a sua proposta ao corpo clínico do hospital.

Esse memorável encontro só pode acontecer dois anos mais tarde, era então 1965...

Novamente a apresentação não causou impacto e nem despertou interesse em tão douta plateia, com uma única exceção: Jose Lacerda de Azevedo, que não era, na época vinculado ao corpo clínico do hospital, mas havia sido convidado por ser já um conhecido estudioso do Espiritismo e experimentado trabalhador do campo da desobsessão. De seus estudos sistematizados, feitos com muita seriedade e atenção à ética e a prática cientifica, como forma de verdadeiramente apresentar uma ferramenta de trabalho surgiu a Apometria, termo cunhado pelo próprio Lacerda, pois melhor se ajustava ao fenômeno do que Hipnometria. Daremos continuidade a esse estudo em outro momento...